4.5.06

 
Paiol da Maiobinha

O que poderia ser um centro para recuperação de adolescentes infratores, a unidade da Funac na Maiobinha está se transformando num abatedouro de jovens. Clésio, de 17 anos, foi assassinado esta semana a golpes de chuço. Não foi o primeiro, tampouco será o último.

Clésio não era um inocente. Pagou com a própria vida os delitos que cometeu ao longo da pouca idade. Talvez saísse da Funac, daqui a um ano, pior do que quando lá chegou. Talvez não.

Outros permanecem trancafiados à espera da redenção social. Clésio é mais um nome que, com a assistência que o Estado oferece aos pequenos excluídos, não alcançou os 20 anos de idade.

Quantas mortes ainda virão? Quando haverão de saber que o sistema de recuperação de adolescentes infratores, atualmente adotado, está completamente falido? O medo ronda a unidade da Maiobinha, escala muros e parapeitos, constrói casamata nos arredores.

A polícia apura a morte de mais um adolescente, abre inquérito, aponta culpados e prende. Está nos jornais. A Funac dá o exemplo. O Estado faz a sua parte. E os assassinos de Clésio já não sabem mais se vão pro céu.

Postado por Félix Alberto Lima

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