8.5.06
Riquezas são diferentes
Um dado curioso tem chamado a atenção de quem acompanha o cenário político maranhense neste ano eleitoral. A miséria virou grife. Muitos são os políticos que elegeram a pobreza como principal bandeira de campanha. Pode dar votos.
E de quem é a responsabilidade pela glamurosa pobreza do Maranhão, cantada em outdoors, discursos e programas de televisão? Cada governador que passou pelo Palácio dos Leões tem, no mínimo, uma cota de imensa responsabilidade. Cada um.
Mas os prefeitos, esses 217 administradores municipais eleitos pelo voto do povo, não podem ser eximidos de culpa. Eles são os gestores das cidades e recebem mês a mês gordos repasses do Fundo de Participação dos Municípios e do Fundef. São recursos volumosos que, se bem aplicados, poderiam construir escolas, hospitais e centros de produção. Poderiam ser investidos em saneamento. Poderiam abrir frentes de trabalho para geração de renda no município.
Mas os deputados, esses 42 parlamentares que criam as nossas leis e velam pelo bom cumprimento delas, não podem ser eximidos de culpa. O Maranhão tinha 136 municípios. Os deputados acharam pouco e criaram, em 1995, mais 81. Pequenos vilarejos foram transformados em cidades. Onze anos depois de criados, continuam nadando na mesma miséria. Somente os prefeitos vêem a cor dos fundos de participação. Riquezas são diferentes.
Hoje são 217 municípios. E os 42 deputados querem expandir o Maranhão e eleger mais do que 217 prefeitos. E assim a pobreza vai se transformando em fração e voto. As misérias são as mesmas.
Postado por Félix Alberto Lima
Um dado curioso tem chamado a atenção de quem acompanha o cenário político maranhense neste ano eleitoral. A miséria virou grife. Muitos são os políticos que elegeram a pobreza como principal bandeira de campanha. Pode dar votos.
E de quem é a responsabilidade pela glamurosa pobreza do Maranhão, cantada em outdoors, discursos e programas de televisão? Cada governador que passou pelo Palácio dos Leões tem, no mínimo, uma cota de imensa responsabilidade. Cada um.
Mas os prefeitos, esses 217 administradores municipais eleitos pelo voto do povo, não podem ser eximidos de culpa. Eles são os gestores das cidades e recebem mês a mês gordos repasses do Fundo de Participação dos Municípios e do Fundef. São recursos volumosos que, se bem aplicados, poderiam construir escolas, hospitais e centros de produção. Poderiam ser investidos em saneamento. Poderiam abrir frentes de trabalho para geração de renda no município.
Mas os deputados, esses 42 parlamentares que criam as nossas leis e velam pelo bom cumprimento delas, não podem ser eximidos de culpa. O Maranhão tinha 136 municípios. Os deputados acharam pouco e criaram, em 1995, mais 81. Pequenos vilarejos foram transformados em cidades. Onze anos depois de criados, continuam nadando na mesma miséria. Somente os prefeitos vêem a cor dos fundos de participação. Riquezas são diferentes.
Hoje são 217 municípios. E os 42 deputados querem expandir o Maranhão e eleger mais do que 217 prefeitos. E assim a pobreza vai se transformando em fração e voto. As misérias são as mesmas.
Postado por Félix Alberto Lima
